ECOPOINT Parque | Arara Azul, Nosso Mascote | A História do Parque

A preocupação com o meio ambiente cada vez mais é considerada um ponto convergente nas discussões entre cientistas, estudiosos, educadores na mídia, seja em jornais, revistas, debates e entrevistas televisionadas, etc. As pessoas estão atentando para questões que passaram quase que despercebidas no passado:

"Haverá vida então? Como estará a vida na Terra?
Que tipo de vida nós desejamos para as nossas gerações futuras?"

O ECOPOINT nasceu com a intenção de despertar você para essas questões, de forma que possa ver e transformar essa realidade. A concepção do ECOPOINT contou com a participação do Instituto HomemTerra (ABA-YBY), IBAMA e Zoológico Sargento Prata, sendo assim, um espaço único e uma iniciativa inédita no Ceará.

Com uma área extremamente verde, contando com uma infra-estrutura original e arrojada, aliada aos recursos didáticos e humanos necessários, o ECOPOINT é uma perspectiva educacional bastante inovadora, algo difícil de encontrar nos dias de hoje, e vejam só... DENTRO DA CIDADE DE FORTALEZA, bem pertinho de você! Para concretizar o objetivo de formação de novos multiplicadores desse amor ao meio ambiente é preciso: preservar, conhecer, viver, sentir e transformar.

A Arara-Azul, mascote e marca do ECOPOINT é nativa das matas brasileiras e está ameaçada de extinção. É considerada a maior representante da família dos Psittacídeos em todo o mundo. Seu filhote, referência de preservação e símbolo de esperança, inspirou a equipe do Instituto ABA-YBY a realizar um sonho: criar e manter um espaço ecológico onde a democratização da informação, a sensibilização, a vivência e a educação ambiental fossem aliadas na luta pela preservação dessa e de muitas outras espécies de animais e plantas.

Assim, nasceu o Parque ECOPOINT, uma escola viva, símbolo da esperança de que um dia a natureza seja, de fato, sinônimo de VIDA! <voltar ao topo>

Inicialmente, a área do Parque ECOPOINT pertencia a uma gleba maior, o sítio “Gluck-auf” de propriedade do Sr. Franz Wirtzbiki (o terreno do “Sítio Gluck-Auf”, foi adquirido pelo Sr. Wirtzbiki, por escritura pública de compra e venda datada de 31 de março de 1932).

A expressão Gluck-Auf significa um feliz regresso àqueles que desciam às galerias e depois retornavam à superfície das minas da região de Ruhr, na Alemanha. Nem sempre os que desciam para trabalhar retornavam à superfície, fato que ficou marcado na memória do Sr. Wirtzbiki, que resolveu homenagear seus antepassados colocando esta expressão de esperança como nome de seu mais estimado bem: O Sítio Gluck-auf.

Passados muitos anos da morte do Sr. Wirtzbiki, seus descendentes, associados a um grupo de profissionais, de áreas distintas (a maioria, educadores, professores de Universidades e pesquisadores), comprometidos com as questões ambientais, uniram-se e tomando as medidas necessárias constituíram o Instituto HomemTerra de Educação, Meio Ambiente e Pesquisa Científica ou Instituto Aba-Yby (“HomemTerra” em língua Tupi), o que foi concretizado após a publicação em Diário Oficial no dia 16 de janeiro de 2001, quando o Instituto foi qualificado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, de acordo com a Lei nº 9.790, de 23 de março de 1999.

O Instituto Aba-Yby passou a atuar no manejo e suporte técnico do Criadouro Conservacionista Sítio Paul Gerhard de fauna silvestre nativa (registrado no Cadastro Técnico Federal do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, sob o nº 182015), onde os animais eram recebidos da referida instituição, provenientes de apreensões de traficantes, criadouros irregulares ou mesmo de outros zoológicos e criadores oficiais (Nenhum espécime foi retirado da natureza, não havendo, portanto, atividade predatória). Esses animais eram encaminhados ao Sítio onde eram tratados e alimentados até o seu restabelecimento, sendo inclusive, através do Instituto, objetos de pesquisas publicadas em periódicos e monografias de pesquisadores da Faculdade de Veterinária da UECE, do Curso de Biologia e Zootecnia da Universidade Federal do Ceará em convênio com instituições de defesa do meio ambiente, como a internacional WWF.

A princípio, os animais encaminhados ao criatório permaneciam em quarentena e recebiam tratamento adequado por uma equipe formada por Médico Veterinário, Biólogo e tratadores devidamente treinados. Toda essa atenção objetivava o restabelecimento dos animais, tendo em vista que a maioria apresentava sinais de maus tratos, o que é lamentavelmente comum na prática do tráfico de animais. Após o tratamento, os animais passavam a compor o acervo do criadouro ou eram reencaminhados pelo IBAMA para outros zoológicos ou mesmo para reintrodução ao seu hábitat, quando possível, em áreas de proteção e preservação ambiental.

Dessa forma, o Instituto Aba-Yby enquanto suporte do criadouro conservacionista, presta um relevante serviço de utilidade pública funcionando como centro de triagem de animais silvestres (alguns dos quais inclusos na lista oficial de espécies ameaçadas de extinção).

O Instituto Aba-Yby decidiu então, aumentar a sua área de atuação trilhando pelo caminho da Educação Ambiental buscando os princípios que norteiam a sua dimensão.

Através de acordo pré-estabelecido, o Instituto Aba-Yby, em conjunto com o ECOPOINT Educação Ambiental Ltda (registrado no Cadastro Técnico Federal do IBAMA/MMA sob o nº 527983 e com Licença de Operação nº 047/2004 pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbanos como Zoológico categoria “C”), e unindo-se a outros parceiros e colaboradores, desenvolveram uma proposta pedagógica concreta de Educação Ambiental inédita no Ceará. Seguindo o preceito da Constituição Federal que anuncia a missão de “promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para preservação do meio ambiente” (Art. 225 Cap VI da Constituição da República Federativa do Brasil), os membros do Instituto Aba-Yby pesquisaram as diversas linhas atuais de ação em Educação Ambiental: a Carta da Terra, a Agenda 21, a Ecologia Profunda/a teia da vida, os Parâmetros Curriculares Nacionais, a Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº 9795 de 27 de abril de 1999) etc. Considerações e discussões feitas, puderam fundamentar as suas ações e determinar as suas metas num projeto educacional dirigido a partir da Educação Básica à Superior, abrangendo os seguintes aspectos:

• Educação - observando, conhecendo, percebendo e convivendo com um meio dificilmente encontrado na zona urbana;
• Pesquisa - estudando a biologia e o comportamento dos animais, ampliando o conhecimento sobre as espécies de forma geral;
• Conservação - criando condições para reprodução das espécies, principalmente as ameaçadas de extinção e;
• Lazer - proporcionando atividades recreativas e esportivas de distintas modalidades, com o objetivo de divertir e integrar-se com o meio.

Assim, o ECOPOINT abriu suas portas para escolas (mais de cinco mil pessoas entre alunos, professores e convidados passaram pelo Parque), tornando – se um agente de democratização da informação ambiental, utilizando os recursos mais diversos e criativos consolidando a prática da Educação Ambiental como um laboratório vivo, uma extensão da sala de aula, desenvolvendo habilidades, atitudes, competências e despertando para uma visão crítica local/global e a integração coletiva da comunidade. <voltar ao topo>